O Rafael roda R$ 180 mil por mês pra uma clínica em Goiânia e perdeu a conta em novembro porque a Meta mudou a atribuição do evento de compra e ele soube disso num vídeo de guru quinze dias depois, quando o CPA já tinha dobrado e o cliente já tinha chamado outra agência. O aviso cabia numa mensagem de três linhas que qualquer gestor de tráfego da sala tinha lido no mesmo dia, só que ele não estava na sala.
A Marina escreve VSL há quatro anos e cobrava R$ 1.500 por página porque a referência de preço dela era o feed, e no feed quem aparece é o cara vendendo curso de copy pra iniciante, enquanto o copywriter que fecha R$ 6 mil por VSL com infoprodutor de Balneário nem posta. Ela cobrava um terço do mercado por não saber que aquele mercado existia, e o mercado também não sabia que ela existia, porque os dois estavam olhando pro mesmo feed e vendo só o guru.
O Diego tem agência com onze clientes e vive com a sensação de correr numa esteira, porque o cliente dele fica três meses e vai embora, e ele acredita que isso é o normal do mercado. Sentado numa sala onde o dono de agência do lado mostra o número de retenção junto do nome, ele descobriria numa conversa que o contrato que copiou de um curso é o que está mandando o cliente embora no terceiro mês, e descobriria isso antes de perder o décimo segundo.
Cada um dos três paga todo mês, em cliente perdido, em preço errado e em churn, muito mais do que custa estar numa sala onde alguém já resolveu exatamente o problema que ele tem agora. A assinatura custa menos do que o almoço em que o Rafael tentou segurar a clínica.